Dezessete reais
1 Junho 2007Isto aconteceu comigo há alguns meses atrás e eu não consegui digerir bem na época, mas, enfim, hoje me lembrei do ocorrido e resolvi contar a vocês.
Numa noite de terça feira, pouco antes da meia noite, ao sair de um programa, fui abordada por um rapaz num carro preto
. Apesar de jovem e bonito, fiquei com receio de parar para ouvir o que ele tinha a dizer e apressei o passo em direção ao meu carro.
Enquanto eu enfiava a chave na ignição ele encostou-se à janela, do lado de fora e fez gesto de “é só uma palavrinha”.
Abri a janela, não sem antes girar a chave e ligar o motor do carro, apenas por precaução, qualquer problema que houvesse, meu primeiro impulso seria o de arrancar e deixá-lo lá falando sozinho.
Até que ele foi simpático, disse que me conhecia da academia e que sabia, apesar de eu negar veementemente, que eu era a “famosa” Madame Bela.
Eu quase o convenci dizendo que ele estava enganado, que eu nunca havia ouvido falar de nenhuma Madame sei lá quem e que eu tinha mesmo que ir.
Na mesma noite, uns dez minutos depois de chegar em casa o rapaz me liga:
__Alô, Izabela? Porque você mentiu pra mim?
__Ah, sei lá… Acho que fiquei assustada com a sua abordagem…
__E como é que a gente faz? Quero vê-la de novo e blábláblá…
Resultado, marcamos um programa alguns dias mais tarde.
…
Ele morava num apartamento nos fundos da casa da família. Um lugar legal, todo equipado para receber peguetes, ficantes, rolos e afins, inclusive putas.
Ele era realmente bonito, tinha uma boa conversa e um belo sorriso… Alto, moreno, sarado, cara de macho e uma pegada forte. Em alguns momentos forte até demais, chegando a me machucar com aquelas mãos enormes e aquela estocada profunda.
Quando estávamos no meio da foda o celular dele tocou. Disse a ele que poderia atender enquanto eu iria até o banheiro fazer xixi.
…
Eu não ando com dinheiro grande. Normalmente deposito o dinheiro dos programas de dois em dois dias e só deixo na carteira algum trocado para um lanche, nada mais que trinta reais. Neste dia, me lembro bem, de antes de sair de casa, ter separado o dinheiro para depositar na manhã seguinte e ter guardado na carteira dezessete reais, nenhuma nota de dez, quase tudo em cinco, dois e um real.
Tenho certeza que eram dezessete reais.
…
Voltei do banheiro, deitei na cama e depois de quase meia hora de telefonema
, voltamos a trepar.
Acabado o programa partimos para a parte que mais me satisfaz, a hora de acertarmos as contas.
__Quanto é?
__Cento e cinqüenta.
__Faz cem?
__Não.
Apesar de gato e tudo mais, depois de me foder a beça e me fazer perder meia hora de programa enquanto ele ficava pendurado no celular? No Way!
Peguei meus cento e cinqüenta, coloquei no bolso da calça e parti.
Cheguei em casa e fui juntar o dinheiro do programa com o do depósito e qual não foi a minha surpresa quando não achei os meus dezessete reais na carteira.
Até hoje não sei o que aconteceu ao certo. Provavelmente ele achou que andando de carrão e cobrando cento e cinqüenta por foda eu devesse andar com a carteira recheada. Se fudeu!
Apesar da sacanagem. Acho engraçado ver como pessoas, que não precisam, se corrompem por pouca coisa
.




on Junho 1st, 2007 at 7:59 pm
Caraca, não acredito que o cara te roubou. Será que não existe mais honestidade nesse país? Eu teria me vindago, sei lá como, mas minha mente é fértil para essas coisas.
on Junho 2nd, 2007 at 6:55 am
PQP… como tem gente baixa nesse mundo. E já começou errado pechinchando. Pior que a mãe desse verme deve achá-lo o máximo, moço de respeito, bem-apessoado, orgulho da família.
Só não chamo de FDP pq pelas minhas contas você vale 8.8 vezes o que esse verme vale
on Junho 2nd, 2007 at 8:46 am
Caraca que escroto!! Será que ele te roubou? Ah, sei lá… Quando grana some a última coisa que eu penso é que “perdi sem querer”. Porra… ninguém perde grana sem querer!
Caramba..
on Junho 3rd, 2007 at 1:21 pm
Putz… q babaca…
Será q ele se sentiu mais “macho” fazendo isso ou se sentiu melhor te sacaneando?
Otário mesmo!